domingo, agosto 10, 2008

Tudo de novo

Lembro de quando sonhar era quase que real. Levava o desejo rumo a estratégias onde o entusiasmo era o ponto para conseguir o que queria. Às vezes dava certo, mas quando resultava o contrário, a frustração era impasse para reverter o quadro. Mesmo assim, toda aquela vontade e euforia levava sempre a um resultado positivo. E quando conseguia atingir ao ponto idealizado, me perdia no nada junto a insegurança de não saber qual caminho seguir com tantos a escolher. A pergunta sempre permanecia, desde o início: o que fazer daqui para frente?

A pergunta permanece até hoje e o sonhar já não tem tanto tesão como no início. O efêmero passou a fazer parte da vida, já não acredito no “pra sempre”, porque o “pra sempre, sempre acaba”, quando menos se espera. E mesmo que a vontade de voar mais alto seja incessante, a certeza de que toda história se repetirá me faz voltar os pés ao chão e seguir da maneira como está...

quinta-feira, julho 17, 2008

Feriado para poucos

O cheiro do feriado é sempre bom. Hoje acordei com a sensação de feriado, é aniversário de Volta Redonda recheado a show de Zeca Baleiro. Independente de nacional, mundial, municipal, estadual, o nome já diz: FERIADO. Data em que as pessoas tiram para se desligar de toda rotina do dia-a-dia e extravasar. Aliás, o brasileiro entende bem disso. O Brasil é o país dos feriados.

Apesar de feriado ser lenda na vida de um jornalista, uma das características do profissional que se preze é ter esperança. Esperança de que dê uma louca na chefia e decrete feriado. Pronto. Sem notícias, só por um dia.

De repente, em fração de segundos, me alertei que já era 6:20h e se eu não desse um pulo da cama, não chegaria a Resende às 8h. Os termômetros marcavam, em média, 10°, e enfrentar o chuveiro não era uma das minhas preferências naquele momento. Na verdade, a minha maior vontade era continuar na cama até que o sol viesse, abrisse aquela Brahma para contemplar o raiar do dia em clima de festa e comemoração (que, de fato, é mais importante do que a data de emancipação em si).

Entrei no carro e liguei o som. Geralmente, pela manhã, escuto a rádio AM pra ficar por dentro das notícias ou o Dário de Paula, na 88,3 FM (quem mora em Volta Redonda, conhece). Mas... Hoje? Quer saber? Aquele “Dub nosso, que Jah a cada dia nos dai hoje” serviu como trilha sonora para que o sol apresentasse seu espetáculo. E, mais tarde, o grande Zeca, que não é o “Pagodinho”, representará - claro que com estilo - a lua.